Indústria Química
O mercado de PVC, no Brasil tem um espaço de crescimento extraordinário, quando se compara ao consumo per capta observado nos países da Europa Ocidental, Canadá, Japão e Estados Unidos, onde se percebe que no país o consumo é quase 4 vezes menor que a média de consumo daqueles paises, o que significa que há mercado potencial para crescer. A perspectiva de crescimento do consumo no Brasil de PVC, é da ordem de 7% a 9%, contra 4% a 5% na média mundial. A infra-estrutura, do Pólo Multifabril em Alagoas, localizado no município de Marechal Deodoro, abriga condições à instalação de empresas de primeira geração - derivados petroquímicos; de segunda geração - commodity química; ou de terceira geração - setor de transformação. A gestão dessa infra-estrutura é executada pela CINAL - Companhia Alagoas Industrial, que é uma central de utilidades e serviços, como:
Água Industrial e Vapor.
Tratamento de efluentes líquidos orgânicos e inorgânicos.
Tratamento e disposição de resíduos sólidos.
Incineração e produção de ácido clorídrico.
O Plano Diretor do Pólo Multifabril destina áreas específicas para indústrias químicas, têxtil, alimentícia, farmacêutica, de transformação do PVC, plásticos em geral e uma área destinada às indústrias de tipos diversos. Há suprimento de energia elétrica no nível de média tensão, gás natural e uma unidade modular de gases industriais disponibilizados pela WHITE MARTINS. O ETENODUTO, é utilizado por empresas usuárias de ETILENO em Alagoas e é fornecido pela COPENE/Ba, através de um complexo de tubovias e etenodutos, transportando o produto por cerca de 476 km de extensão. No que tange a mão-de-obra qualificada, a oferta atende às necessidades do segmento. Há parcerias e convênios do setor com as Universidades Federais de Alagoas e Paraíba e com o Centro de Educação Tecnológica de Alagoas - CEFET, o que tem permitido formar profissionais diferenciados no Estado. A Unidade de Cloro-Soda, é a maior central de matérias-primas, onde se inicia o processo produtivo, a partir da transformação do Cloreto de Sódio, conhecido como SALGEMA, produzindo cerca de 400 mil ton/ano de Cloro, consumido de forma cativa na produção das 520 mil ton/ano de DCE – Dicloretano. Entre outros produtos produzidos no complexo químico, há a soda cáustica, cuja produção é de 450 mil ton/ano, utilizado nas indústrias químicas em geral e especificamente nas de sabão e detergente, papel e celulose e metalurgia. O ácido clorídrico e hHipoclorito de sódio, com uma produção conjunta de 50 mil ton/ano, têm uso nas indústrias químicas, de higiene e limpeza, farmacêutica, entre outras. Seqüenciado à cadeia de Cloro-Soda, vem à produção de PVC, a partir do dicloretano, cuja produção aqui realizada é processada e transformada fora de Alagoas – 97,5%. Portanto, o potencial agregador de valor à economia local é alto, se pensado sob o ponto de vista da transformação no que a cadeia pode oferecer.
Perspectivas / Oportunidades
Quanto às alternativas de crescimento industrial que envolve o complexo químico, existem três vertentes:
A verticalização da indústria cloquímica e/ou de química fina, a partir das matérias primas disponíveis – cloro, ácido clorídrico, hipoclorito de sódio, e soda cáustica.
O setor energético, com o aproveitamento do gás natural e a conseqüente produção de: energia elétrica, vapor, GLP, gasolina natural e combustível.
A cadeia de transformação de PVC - tubos e conexões, laminados e filmes, calçados, fios e cabos, perfis para construção civil, embalagens, outros, consolidando um CLUSTER de PVC, a partir das condições existentes, como.
Matérias Primas:
resina de PVC e composto de PVC.
Infraestrutura:
Cinal, Ceal, Algás, WMGine e mais 36 empresas prestadoras de serviço.
Mercado:
demandante de 180 mil t/ano Nordeste/Norte.
Mão-de-obra-qualificada:
convênios UFAL, UFPB/Pólo.
Tecnologia:
existente na região.
Financiamento:
BNDES, BNB, SEBRAE, ADENE.
Transformadoras:
algumas já existentes e outras contatadas.
Recicladoras:
algumas ações ativas, como o Projeto Pitanguinha.