Mineração
Alagoas possui:
49% das reservas brasileiras de granito (cerca de 823,5 milhões de m 3 );
12% das reservas brasileiras de sal-gema;
11% das reservas brasileiras de pedras britadas;
4% estimados das reservas nacionais de cobre.
Sal-gema, calcário, areia e cascalho são produtos de destaque no Estado, em termos de valor arrecadado.
Calcários / Cimento
Os calcários são usados na fabricação de cimento, como corretivo de solo e na produção de cal por pequenos produtores. Alagoas possui significativas reservas de calcário e argila, (principais componentes do cimento - 95% de calcário e 5% de argila, adicionados de gipsita) calculadas em 54 e 18 milhões de toneladas respectivamente. A argila ocorre especialmente nos municípios de Coruripe, São Miguel dos Campos, São Luís do Quitunde, e Maceió. É a principal matéria-prima não só do cimento, mas também da indústria cerâmica. Estima-se que a produção de cimento do Estado alcance cerca de 360 mil toneladas/ano. Deste tota, cerca de 80% é vendido no próprio Estado, 15% em Pernambuco e 5% na Bahia. A Companhia de Cimento Atol, única produtora de Alagoas, com capacidade para produzir 2,1 mil toneladas/dia, atualmente, está operando com ociosidade de aproximadamente 15%.
Fertilizantes
O setor de fertilizantes em Alagoas teve seu desenvolvimento seguindo o crescimento da produção de cana-de-açúcar no Estado. As empresas de fertilizantes do Estado são compostas, em sua grande maioria, de misturadoras de matérias-primas como fosfato, nitrogênio e potássio. Entre elas: Manah, Usifértil, JL, Superfertil e a Profertil. As matérias-primas utilizadas tanto na mistura como na produção são quase que totalmente importadas de outros estados ou países. Os nitrogenados são em grande parte adquiridos do Pólo Petroquímico de Camaçari, na Bahia, e os minerais potássicos são provenientes de Sergipe e do exterior. A única empresa produtora, a Profertil, também importa a totalidade das rochas de fosfato e adquire o ácido sulfúrico do pólo petroquímico baiano, ambos produtos utilizados na fabricação de fosfatados.
Perspectivas / Oportunidades
À primeira vista, seria válido um estudo mais detalhado para examinar o potencial de exportação de pedras ornamentais para os Estados Unidos, sendo que já existe exportação brasileira para aquele mercado. Considera-se, ainda, de grande interesse investigar a disponibilidade de caulim e outras matérias-primas necessárias para a indústria cerâmica de qualidade, que poderia aproveitar o gás natural existente na região. A exploração de cobre ainda não teve início, o que dificulta sua avaliação.
Pelas informações oficiais disponíveis, Alagoas não possui grandes reservas de minerais nobres, mas tem amplos depósitos comerciais de pedras ornamentais (granito e mármore), sal-gema e cobre. Ao que tudo indica, o mármore e, principalmente, o granito teriam potencial de exportação, uma vez que (a) Alagoas hoje explora pouco essas pedras, e (b) as reservas alagoanas estão bem mais perto dos Estados Unidos que se constituem num mercado importante para o granito exportado do Sul-Sudeste do Brasil.
Quanto à argila, existem depósitos extensos, mas não do tipo apropriado para fazer produtos de massa branca, que possuem valor mais alto do que a cerâmica comum. Por sua vez, o calcário usado na fabricação de cimento e na correção do solo, não demonstra ter um mercado muito maior do que o estadual ou, na melhor das hipóteses, regional; Isso indica que o crescimento deve ser vegetativo.
O cobre é, ainda, muito pouco explorado no Estado, apesar de suas reservas. Empresas interessadas em explorar esse mineral trazem boas perspectivas para o setor;