Alagoas consolida parcerias na área de energia
Acordos garantem novos investimentos no setor energético e industrial do Estado.
O secretário do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística, Luiz Otavio Gomes, acompanhado do secretário-adjunto de Minas e Energia, Geoberto Espírito Santo, e do diretor-presidente da Algás, Gerson Fonseca, se reuniu, nesta quarta-feira, dia 06, com a diretoria da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Petrobras, e consolidou importantes parcerias no setor energético.
Os representantes do governo de Alagoas foram recebidos pelo presidente Maurício Tolmasquim e diretoria e, na reunião, consolidaram a elaboração de estudos, em quatro meses, para atender a necessidade de ampliação das redes básicas de energia de Maceió e Arapiraca.
De modo prático, a ampliação das redes energéticas trará um aumento para a cidade de Arapiraca, por exemplo, que irá beneficiar a população e a mineradora Vale Verde. A expansão via capital, nas linhas de 230 kw, atenderá aos empreendimentos turísticos que estão em processo de instalação nos Litorais Sul e Norte, além das cidades e comunidades próximas. Luiz Otavio também obteve a confirmação de estudo para ampliação da subestação Zebu da Chesf para atendimento dos projetos do Sertão alagoano, como o Canal do Sertão.
Na reunião ficou acertado ainda que o presidente da EPE virá a Maceió na próxima reunião do Conselho Estadual de Política Energética (Cepe), no dia 18 de setembro, para expor o trabalho desenvolvido pela empresa e, também, assinar o apoio de cooperação técnica para elaboração de estudos conjuntos entre o governo de Alagoas e a EPE.
Durante a reunião com a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster, e seis gerentes, ficou esclarecido que a exploração do Pré-Sal — camada geológica mais profunda - depende da rodada de licitação da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Segundo o secretário-adjunto de Minas e Energia, Geoberto Espírito Santo, as rodadas licitatórias de Alagoas e Sergipe já foram liberadas pela ANP, faltando marcar os leilões, que "possivelmente irão ocorrer em novembro".
Durante exposição, a Petrobras demonstrou interesse no investimento em energia de biomassa a partir do bagaço de cana e eólica (vento). Também foi analisada a viabilidade de implantação de usinas de regaseificação, mas os estudos ainda estão em fase inicial, e não há uma posição definitiva da estatal sobre o assunto. Quanto à instalação de uma usina térmica na Braskem, a Petrobras irá tratar diretamente com a empresa.
A Petrobras apresentou dois projetos de inovações tecnológicas em gás e energia, realizados juntamente com a Universidade Federal de Alagoas, além de mais quatro projetos que ainda estão em análise. A exemplo do Procel, da Eletrobrás, a empresa possui o Compet — Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e Gás Natural — que beneficiará os setores do transporte e da indústria, diminuindo a emissão de gases poluentes, e, também, trabalhar com as escolas, treinando professores.
"A extensa reunião teve resultados concretos, em virtude de a Petrobras ter proposto ao estado de Alagoas o desenvolvimento de diversos projetos energéticos", destaca Luiz Otavio Gomes, que, nesta quinta-feira, dia 07, acompanhado pelo superintendente de Indústria, Comércio e Serviços, Keylle Lima, conhecerá as instalações da unidade fabril da Bauducco, no município de Extrema, em Minas Gerais.
A empresa pretende instalar unidade fabril no Nordeste, de acordo com o superintendente Keylle Lima. Na semana passada, diretores visitaram Alagoas e conheceram áreas dos pólos industriais das cidades Messias, Rio Largo e Marechal Deodoro. A indústria necessita de aproximadamente 150 mil m².
Segundo o superintendente, a diretoria entende que Alagoas é uma boa opção por causa da proximidade do mercado consumidor, além de o Estado já possuir mão-de-obra especializada. "Todos os anos, aproximadamente 300 trabalhadores da cidade de Palmeira dos Índios são contratados pela Bauducco para a fabricação de panetone", destaca Keylle Lima, e acrescenta, "os diretores ficaram impressionados com a infra-estrutura dos pólos e a facilidade no acesso aos mercados, uma vez que estão próximos de rodovias federais", conclui.
Fonte: ASCOM - Débora de Brito