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Alagoas tem participação em encontro de energia em Fortaleza

Evento discute implantação do sistema eólico na região Nordeste e dificuldades do setor.

A Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística (Sedec), que desde o ano passado coordena ações na área de energia no Estado, representou Alagoas em encontro da área no Ceará. Desde quarta-feira, o secretário-adjunto de Minas e Energia da secretaria, Geoberto Espírito Santo, participa de encontro promovido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A pauta principal do evento foi a discussão sobre o Balanço Nacional Energético e sobre a implantação do sistema eólico na região Nordeste. Segundo Geoberto Espírito Santo, o principal problema apresentado no Balanço Nacional é que a elaboração é realizada em Brasília e Rio de Janeiro, "o que, naturalmente, pode não refletir a realidade local, e isso não é interessante".

A preocupação quanto à veracidade do Balanço, que contém informações energéticas de todo o país, ocorre por ser um instrumento para planejar o setor em todo o território. "Os dados são solicitados pela EPE aos atores responsáveis em cada estado brasileiro, e o que ocorre freqüentemente é que não informam a realidade, apresentando distorções", disse

Após o pronunciamento dos representantes de cada estado do Norte e Nordeste e equipe técnica da EPE, ficou certo para cada estado criar uma rede de informações de energia, dentro da metodologia da empresa. Em Alagoas, está sendo montada desde 2007 a equipe na Secretaria Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística. O secretário-adjunto também explica que o governo de Alagoas fará convênio com instituições que utilizam ou trabalham diretamente com energia, como Sindicato do Açúcar e Álcool de Alagoas, Companhia Energética de Alagoas, e outros.

Também foram tratadas as dificuldades de implantar o sistema de energia eólico, que são diversos: preço; conexão, distribuição; tecnologia; meio-ambiente; mercado de longo prazo, etc. Os gestores reunidos naquele momento chegaram à conclusão da necessidade de um marco regulatório, ou seja, definição de regras de utilização dessa energia.

Tendo a presença de representante da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a autarquia coordenará a busca de recursos para estudo do setor de forma integrada. Geoberto Espírito Santo explica que a Sudene deve ter a energia eólica como fator de desenvolvimento para região, já que a empresa tem maior facilidade de mobilização ente os estados.

Nesta quinta-feira e sexta-feira, Geoberto percorreu os dois parques de energia eólica do Ceará, um na capital e o outro em construção no interior do estado.

 

 

Contato: Débora de Brito (82) 8833-8514