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Estudo analisa custo de geração de energia a partir de resíduo da mandioca

Processo ocorre a partir da fermentação da manipueira que produz o biogás, composto de 60 a 80% de gás metano, incolor e altamente combustível.

Estudo analisa custo de geração de energia a partir de resíduo da mandioca

Pesquisador esclarece benefícios do processso aos técnicos da secretaria

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico apóia estudo que analisará os custos da geração de energia a partir da manipueira, resíduo da mandioca extraído durante o processo de fabricação da farinha. O processo ocorre a partir da fermentação da manipueira que produz o biogás, composto de 60 a 80% de gás metano, incolor e altamente combustível.

Nesta quarta-feira, o professor e pesquisador do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), Vicente R. Santos, apresentou as pesquisas iniciais da manipueira aos técnicos da área de energia da Secretaria do Desenvolvimento Econômico. A proposta é realizar convênio entre a secretaria e o Cefet para os estudos, que deverão estar focados na geração de energia na forma descentralizada, nas casas de farinha, ou centralizada em uma fecularia industrial.

"Queremos pesquisar a viabilidade de fazer álcool com a mandioca e geração de energia a partir da fermentação do resíduo", afirma secretário-adjunto de Minas e Energia, Geoberto Espírito Santo. Segundo ele, a energia produzida a partir da manipueira deverá substituir os fogões à lenha utilizados nas casas de farinha no Estado. Para o secretário-adjunto, é uma possibilidade de solucionar dois problemas ambientais: a utilização da lenha e a poluição que a manipueira provoca no meio ambiente.

Hoje, em Alagoas, são produzidas 400 mil toneladas de mandioca, em 14 municípios. Arapiraca é o maior produtor, com aproximadamente 30 mil hectares de área plantada. São retirados 300 litros de manipueira por tonelada de mandioca, que são armazenados em valas diretamente no solo, formando lagos de resíduo. "Além do benefício ambiental, não podemos jogar energia fora", destaca Geoberto Espírito Santo.

 

Fonte: ASCOM / Débora de Brito