Governo de Alagoas  
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Presidente do BID acena com financiamentos para Alagoas

Luis Alberto Moreno, em reunião com o governador Teotonio Vilela e secretários, afirma que há possibilidades reais de parceria com o Estado.

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, em reunião de trabalho com o governador Teotonio Vilela Filho e secretários de Estado, nesse domingo 27, no Palácio República dos Palmares, afirmou que há possibilidades reais de investimentos do banco no desenvolvimento econômico do Estado.

"Acho que teremos possibilidades reais de ajudar com financiamentos o desenvolvimento do Estado e inserir Alagoas em nossa política de integração no Nordeste como um todo. Pensamos em trabalhar com Alagoas, principalmente em áreas como fomento e estudos técnicos. Estou super otimista também quanto ao desenvolvimento do turismo em Alagoas. Temos uma oportunidade única. E quero felicitar a equipe, já que se trata de um trabalho difícil. Mas o governo, tem uma equipe motivada e que tem claridade nas decisões. E quero fazer parte desse sucesso", frisou o executivo.

Já o governador disse ter plena confiança em dar partida para uma parceria promissora com o BID, que na sua parceria com o Brasil, terá um Estado com o perfil ideal para ser trabalhado, inclusive um como case (exemplo) mundial de operações do banco.

"O BID vai trabalhar em um estado com os índices mais cruéis e dramáticos do país, que ostenta o maior índice de mortalidade infantil e analfabetismo. Por outro lado temos um potencial econômico importante no subsolo: petróleo, gás natural, minério para gerar emprego e renda. E setores como o sucroalcooleiro, organizado e com uma das maiores produtividades do país. No turismo, são 25 novos hotéis, sendo dois com seis estrelas, em um turismo diferenciado, com qualidade e de forma seletiva", disse o governador.

O secretário Sérgio Moreira falou sobre as ações já implementadas pelo BID no Estado, além de fazer um balanço das ações de governo que levaram até a adimplência e a reestruturação da dívida pública: o alinhamento estratégico, redução da máquina pública, a redução de 25% dos cargos em comissão; redução do custeio em 27% em 2007, com relação a 2006, que permitiu um superávit de 18%.

"Entre os projetos aprovados pelo BID no Estado está a Agência de Fomento de Alagoas, através do Fundo Multilateral do banco, o Fomim; o Programa Nacional de Apoio à Modernização de Gestão e do Planejamento dos Estados Brasileiros, o Pnage. Em análise no BID estão os projetos de bicombustíveis, em parceria com Fundo Japonês; o Programa de Turismo Sustentável no Baixo São Francisco, entre os governos de Alagoas e Sergipe. E para negociação estão programas de atuação na Base da Pirâmide, de economia popular", explicou Moreira.

A parceria estratégica entre Alagoas e o BID para o desenvolvimento do Estado, de acordo com o secretário Sérgio Moreira, funciona em um tripé, que inclui financiamento do Setor Público (reestruturação da dívida e modernização da gestão) e privado; assistência técnica e conhecimento; e o poder convocatório do banco.

"Querermos que Alagoas seja para o BID o que foi o Ceará foi para o Banco Mundial nos anos 1980. O Estado se tornou um exemplo mundial de desenvolvimento", completou Moreira.
Participaram da reunião com o presidente do BID, os secretários da Casa Civil, Álvaro Machado; do Turismo, Virgínio Loureiro; da Cultura, Oswaldo Viégas e da Fazenda, Fernanda Vilela.

Pela manhã, empresários de todos os setores produtivos de Alagoas tiveram uma reunião com o vice-presidente do BID, Steven Puig, e com o vice-governador, José Wanderley Neto, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes.
Na reunião, os empresários pediram apoio do banco nas áreas de infra-estrutura (energia, estradas, saneamento, água) e de fomento ao setor provado em áreas como financiamento imobiliário, competitividade da pequena e média empresa e na área de irrigação e fruticultura.

Durante à visita a Alagoas, Moreno estava acompanhado também do representante do BID no Brasil, Jose Luis Lupo, e do diretor executivo do banco para Brasil e Suriname, José Carlos Miranda.

 

Fonte: Agência Alagoas